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Biodiversidade: definições e (des)equilíbrio ambiental

O desenvolvimento cultural, social e econômico da espécie humana está diretamente associado à biodiversidade. Assim como nós, seres humanos, a biodiversidade, da forma como se apresenta hoje, é resultado de milhões de anos de evolução, através de sistemas complementares e agregados que funcionam de forma integrada. A diversidade biológica pode ser dividida, por definição, em três partes: a diversidade dentro das espécies (diversidade genética), entre as espécies (diversidade de espécies) e também entre os ecossistemas (diversidade de ecossistemas).



O equilíbrio desse complexo sistema é crucial para garantir, em poucas palavras, um futuro ao nosso planeta. Ecossistemas com alta biodiversidade e complexidade costumam ser mais resilientes a pequenas perturbações de equilíbrio, como por exemplo períodos estendidos de seca e mudanças de clima. Isso acontece porque algumas das alterações são cíclicas e o meio ambiente está “preparado” para tais mudanças, ocorrendo compensação de perdas e adaptações no mesmo ecossistema, recuperando-se conforme necessário.

Porém, em casos mais severos e com mudanças muito bruscas, tal processo não ocorre. Por esse motivo, algumas espécies da fauna e da flora acabam sendo extintas, ameaçadas de extinção, enquanto alguns recursos naturais se transformam.


 

Denomina-se empobrecimento biológico a erosão de genes, espécies e ecossistemas induzidos e causados por interferência de fatores não naturais e que, de certa forma, representam alterações na natureza que não deveriam acontecer e, assim, não são "previstas".

Alguns dos fatores que ameaçam os ecossistemas são:

  • Poluição. Desde que o homem conseguiu desbravar terras e produzir, uma grande consequência negativa dessas atividade é a poluição. Conforme o desenvolvimento industrial permitiu, fábricas e indústrias foram se desenvolvendo sem ter grande preocupação relacionada às consequências e efeitos das atividades sendo desempenhadas, fazendo descartes e mediante o que fosse mais conveniente. Isso envolvia muitas vezes, por exemplo, o descarte de subcomponentes em rios e lagos. Uma vez que esses produtos sejam poluentes, podem ter efeitos tóxicos irreversíveis à fauna, flora e aos recursos naturais. Dentre os efeitos, destaca-se a produção exacerbada de lixo, poluição do ar e hídrica.

  • Desequilíbrio de espécies. Quando uma espécie é retirada do seu ambiente natural e introduzida num novo ambiente, esta é tida como espécie invasora, porque está inserida num ecossistema não natural. Nesses casos, pode ocorrer adaptação ou não ao novo ambiente, na maioria das vezes. Uma vez que haja adaptação, essa espécie exótica pode sobrepor as espécies nativas, causando sua extinção. Outro fator comum e que pode levar à extinção de espécies é a caça e pesca excessiva.

  • Destruição de ambientes naturais. Um outro ponto importante e digno de nota é a conversão de habitats naturais em áreas urbanas e agrícolas. Isso perpetua a perda de diversidade biológica principalmente porque dificulta a recuperação do local e o desenvolvimento da fauna e flora.


O equilíbrio biológico é uma das mais importantes bases que relaciona os laços do ser humano com a natureza porque, através da diversidade biológica, pode-se referenciar as variedades de vida no planeta, incluindo ecossistemas, espécies e genes. É importante, além de aproveitar a diversidade biológica na Terra, também respeitá-la, a fim de evitar o empobrecimento biológico.



REFERÊNCIAS:

JOKURA, Tiago. O que é bioeconomia. NetZero. 24 de nov. de 2022. Disponível em: https://netzero.projetodraft.com/o-que-e-bioeconomia/

JATOBÁ, Rosana. Bioeconomia no Brasil: a biodiversidade como ativo econômico. Um só Planeta. 17 de jan. de 2022. Disponível em:

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